sábado, 23 de janeiro de 2010

12. o Beijo.



Fazia uma semana desde o acidente, Mônica já estava bem, então Maisa conversou com Sofia, Renato, Lucas, com outras meninas da classe e comigo para fazermos uma comemoração pela volta de Mônica, nada de festa, apenas uma noite entre amigos.
A mãe de Mônica após o acidente deu uma aproximada com o Sr. Mário, e aproveitando isso os dois sairiam para jantar e deixariam a casa somente para nós, Mônica não sabia de nada. Cada um ficou encarregado de levar alguma coisa para comer e beber.
Quando já anoitecia, todos nós nos reunimos na casa de Renato que era perto da casa de Mônica e fomos caminhando até a casa após um sinal da mãe dela. Chegando lá, Mônica estava sentada no sofá assistindo um filme ou um seriado, não me recordo bem o que era. Abrimos a porta e ela deu um pulo do sofá de surpresa e já foi arrumando o cabelo.
Ficamos algum tempo conversando até que Maisa deu a idéia de irmos todos ao quintal da casa. O quintal era imenso e era todo gramado com algumas árvores. Todos saímos, menos Renato que ficou assistindo TV. Renato sempre foi o mais calado e sempre preferiu a solidão.
Nós estávamos deitados na grama olhando as estrelas, quando Mônica se virou e disse: ” - Quem me ajuda a pegar as bebidas lá na cozinha? “. Lucas ia abrir a boca para falar, mas Maisa deu beliscão nele, sem grito, ele entendeu o recado. Eu sem demora disse: “ – Eu vou”. Entramos na cozinha e começamos a separar as bebidas, eu não sabia o que dizer, e sabia também que ela não sabia o que dizer. Foi quando Mônica deixou uma garrafa cair e se quebrar, ela se agachou no mesmo instante que eu e disse: “ –Ai , estou meio nervosa”. Eu dei um sorriso. Renato aumentou o som da TV, pois estava passando na MTV o clipe de sua banda favorita, U2. Mônica pediu para eu pegar um pano seco para tirar o excesso de liquido que havia no chão da cozinha, fui até a dispensa e lá fiquei pensado: “Como você é lerdo Andréas, como você é tonto, Diga algo a ela.” Quando voltei a cozinha, sequei o chão e coloquei o pano no balde de roupas sujas na lavanderia. Mônica estava me esperando na cozinha, cheguei ao seu lado, quando começou a tocar na MTV, She will be loved. Foi tão rápido e tão seguro, nos abraçamos e tocamos os lábios, é como se a música tivesse dado o empurrão na hora certa. O melhor beijo de toda minha vida, a abracei e a beijei, passei minhas mão por suas costas até uma delas chegar ao cabelo. Meu coração estava acelerado, acho que nunca tive uma dose de adrenalina tão forte e tão grande, minhas pernas balançavam. Foi o melhor beijo da minha vida e ainda mais por ser com Mônica. Ela deu uma mordidinha em meu lábio, o que me deixou mais rendido ainda a ela.
Quando acabou o beijo, ela me abraçou forte, encostou sua cabeça em meu peito e disse: “ – Eu queria isso, faz um tempo”. Eu fechei os olhos de satisfação e respondi: “ – Eu te amo”. Não sei se devia ter dito isso, mas foi a única coisa que me veio na cabeça.
Após tal acontecimento, Renato entra na cozinha e diz: “- Atrapalho?” Seria uma resposta óbvia para uma pergunta dessas, mas dizemos juntos: “Não”.
Realmente aquela noite estava linda, estrelada, com uma lua maravilhosa. Mônica também estava linda como sempre, me encantava cada vez que a olhava. Melhor que a noite em que a reparei, só essa noite agora. Agora sim eu senti que ela era minha.

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