9. Angústia.
Cheguei em casa e o acontecido cada vez ficava mais vivo em minha mente. Meus olhos estavam apenas molhados no momento, mas só foi me livrar dos parentes e enfiar minha cabeça no travesseiro que comecei a chorar. Entre lágrimas e soluços, veio-me um aperto no peito tão forte que coloquei a mão nele já com a certeza de que Deus havia ouvido minha promessa e fosse me levar. Isso não aconteceu, mas sim um vazio imenso que tomou conta de mim, um medo que me fazia tremer as pernas e as mãos, veio-me uma falta de vida.
Um sentimento de culpa chegou logo em seguida, eu sabia que tinha minha parcela de culpa no acidente, eu não deveria ter corrido, ter aceitado a proposta, não devia ter deixado a pressão de todos me levar a essa loucura consumada. Tudo isso que ocorre comigo é pelo simples, mas complexo fato de amar alguém. Não queria que Mônica se fosse e nem que ficasse machucada ou com alguma seqüela. Não queria Mônica longe de mim, eu precisava dela, ela que alimentava minha vida, tirava o desconforto do meu peito. Eu precisava de Mônica para protegê-la, fazê-la feliz. Longe dela eu me sentia mal, deprimido, morto.
Já começava a escurecer o dia, quando o que escureceu de vez foi minha visão, começou a embaçar e ficou tudo preto. Cai no chão. Um mundo novo começava a ter vida, mas não o real e sim o dos sonhos. Eu estava no local do acidente sozinho, tudo a volta estava quieto, estava cinza. Mas um carro vinha devagar para passar pelo cruzamento, e do outro lado vinham dois carros correndo. Sim, eram momentos antes do acidente. Os carros se chocaram, eu não pude fazer nada, mas dessa vez as conseqüências foram diferentes. Eu olhava para meu peito e estava sangrando, sangrava do lado esquerdo, no local do coração. Eu corria em direção ao carro de Mônica, mas ninguém estava dentro, me sentia confuso, me fazia perguntas. ”Cadê meu amor? Preciso salvá-la.” Mônica aparecia com um vestido branco atrás de mim e me abraçava. ”Esta tudo bem comigo, amor. Estou segura, estou salva já.” Eu virava para ela e via-a usando o anel que perdi na hora do acidente, quando eu ia abrir a boca para dizer algo, ela colocou seu dedo em meus lábios e disse. “Não se culpe de nada.”
Esse mundo se desmanchou quando o telefone tocou, o atendi. Era Sofia.
“Andréas, pelo amor de Deus onde você esta? A Mônica esta internada no hospital do centro. Ela sofreu um acidente de carro. Venha para cá já.”
Eu não sabia como Sofia tinha meu numero, se ao menos nem falava com ela, mas nada agora me surpreendia. Enxuguei minhas lágrimas que começaram a escorrer na hora do telefonema por saber que o sonho não era a verdade ainda. Desci as escadas correndo, eu precisava ver Mônica e ter notícias sobre seu pai e o companheiro piloto também. Abri a porta da frente, peguei minha bicicleta e rumei ao hospital. Mais coisas entram na minha cabeça, novas lágrimas corriam em meu rosto e novos problemas entravam em minha vida. Muita coisa para praticamente pouco mais de uma semana e muito mais para um dia só.
Nada específico, aqui se lê de tudo: humor, amor, críticas, filosofia, curiosidades, desabafos...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
8. O pior.
O lugar onde chegamos era até conhecido, não para mim, mas para Benito. Era uma avenida que dava para a saída antiga da cidade, uma avenida pouco usada para quem quisesse sair da cidade, mas muito usada pelos que fazem racha. Comecei a suspeitar qual seria nossa diversão nesse lugar. O carro andava lentamente e todos nós observávamos o que ocorria em volta, muitos carros parados com som alto, muita bebida, “Marias-gasolina” , carros dando zerinho e outros acelerando mesmo estando parados. Tudo isso em plena luz do dia, imagina quando o sol se põe.
Benito parou o carro e desceu, muito rapazes já foram cumprimentando ele e o puxando até uma mesinha que estava perto da calçada. Toni, meus primos e eu vimos uns montes de dinheiro jogados em cima da mesa e não pudemos deixar de comentar a nossa visão. Benito e os rapazes olharam para nosso carro e todos fizeram um sim com a cabeça. Francesco disse:- Já até imagino!- Eu não sabia o que ele imaginava, mas mesmo assim não perguntei. Benito veio até o carro e disse com o maior tom de aprovação: - Andréas, você vai ter o prazer imenso de pilotar meu carro numa corrida, agora mesmo-. Fiquei sem reação, gelei por alguns segundos e respondi: - Você está de brincadeira. Não posso fazer isso. Por que você não dirige?- . Benito riu e sem menor ressentimento disse: - Escuta, eu apostei grana alta ali. Os caras não deixaram eu correr, porque sempre ganho, só me deixaram apostar e participar com outro piloto, e escolhi você-. Naquele ponto eu já havia entendido tudo, Benito, Toni e meus primos já haviam armado tudo antes de eu acordar. Hesitei em aceitar, sabia que não era certo, mas pela pressão de todos, meus lábios vibraram até sair o “sim”.
Os carros já estavam á postos, era o nosso contra um outro. Nós cinco estávamos nervosos dentro do carro, eu principalmente. A única coisa dita por todos foi “ Boa sorte”. Eu sabia dirigir, meu irmão me ensinou, mas correr? Nunca havia corrido antes. Estava aflito.
Uma garota ficou entre os dois carros, ela era bonita, mas meu nervosismo não deixava ficar reparando nela. Sobe-se um braço, agora o outro e depois de um breve intervalo descem os dois. Os carros cantaram pneu, saímos à frente. Adriano ria sem parar, era patético e falava “Boa, garoto!”. O velocímetro já alcançava 160 por hora e meu nervosismo passava de 200. A reta acabou, chegou a vez da primeira curva, passei tranqüilo, mas o adversário colou na traseira. Acelerei o máximo que pude até a segunda curva , a qual fiz com tranqüilidade, pegamos um segunda reta de uns 2 km de extensão ,era um corrida curta e eu já avistava a linha de chegada, só faltava passar por um cruzamento. Passei, mas só ouvi um barulho imenso, olhei no retrovisor, o carro adversário colidiu com outro carro que cruzava. Pisei fundo no freio e fiz um cavalo de pau. Não me perguntem como fiz isso, mas só sei dizer que o desespero da cena foi o causador. Engatei a primeira marcha novamente e fui à direção do acidente. Parei o carro, todos nós descemos, mas só eu fui socorrer quem estava no carro atingido, os outros foram socorrer o adversário enquanto Francesco ligava para a emergência.
Para minha surpresa, era Mônica que estava no carro. Ela e um homem, provavelmente seu pai. Fiquei branco, gelado, desesperado, gritei, suei frio, chorei. Abri a porta rapidamente, pois no carro havia começado um foco de incêndio, soltei o cinto de Mônica e a puxei para fora do carro, logo em seguida repeti o procedimento com o homem que dirigia. Sei que fazer isso quando alguém sofre um acidente é perigoso, mas era necessário no momento. Adriano retirou o piloto adversário do veículo, pois começou um foco de incêndio no outro veiculo também. Toni aparecia com o extintor de nosso carro e começou a despejar em cima do fogo. Apagamos tudo, foi o tempo de ouvirmos a sirene das ambulâncias, mas não havia ambulâncias apenas e sim a policia também. Benito gritou: “Sujou, vamos embora, eles vão saber que era racha! Vamos!” -. Todos foram e eu fiquei ali parado no meio da rua olhando para Mônica, estendida no chão. Meus olhos doíam e derramavam lágrimas de verdade, de alguma forma eu tinha culpa nisso tudo. Começou a chover. Sai correndo em direção ao nosso carro sob os gritos desesperados de Benito. Abri a porta e sentei, Benito disparou com o carro. Tudo estava em clima tenso, pesado, frio dentro do carro, eu tremia de medo e desespero, olhei para minhas mãos e não pude deixar de reparar que havia perdido meu anel, que foi de meu bisavô mafioso, no meio da confusão.
Minha cabeça estava para explodir, meus nervos também, senti um vazio no peito, um medo. Medo de Mônica estar mal, medo de perdê-la; não queria perdê-la, ela era a única que me fazia sentir algo, eu a amava sem sombra de dúvida. Senti-me um covarde, um fraco, um nada, eu devia ter ficado lá com ela, devia ter a acompanhado até o hospital. Fiz uma promessa; Se Mônica ficasse bem, eu a protegeria em todas as circunstâncias e se fosse a vontade de Deus, a faria feliz. Prometi a Deus e aos santos. Se eu não cumprisse, poderiam me tirar a vida. Vida? Vida para mim era estar perto de Mônica e agora nesse momento eu estava morto, morto por não estar com ela. Sim, ela é meu amor.
O lugar onde chegamos era até conhecido, não para mim, mas para Benito. Era uma avenida que dava para a saída antiga da cidade, uma avenida pouco usada para quem quisesse sair da cidade, mas muito usada pelos que fazem racha. Comecei a suspeitar qual seria nossa diversão nesse lugar. O carro andava lentamente e todos nós observávamos o que ocorria em volta, muitos carros parados com som alto, muita bebida, “Marias-gasolina” , carros dando zerinho e outros acelerando mesmo estando parados. Tudo isso em plena luz do dia, imagina quando o sol se põe.
Benito parou o carro e desceu, muito rapazes já foram cumprimentando ele e o puxando até uma mesinha que estava perto da calçada. Toni, meus primos e eu vimos uns montes de dinheiro jogados em cima da mesa e não pudemos deixar de comentar a nossa visão. Benito e os rapazes olharam para nosso carro e todos fizeram um sim com a cabeça. Francesco disse:- Já até imagino!- Eu não sabia o que ele imaginava, mas mesmo assim não perguntei. Benito veio até o carro e disse com o maior tom de aprovação: - Andréas, você vai ter o prazer imenso de pilotar meu carro numa corrida, agora mesmo-. Fiquei sem reação, gelei por alguns segundos e respondi: - Você está de brincadeira. Não posso fazer isso. Por que você não dirige?- . Benito riu e sem menor ressentimento disse: - Escuta, eu apostei grana alta ali. Os caras não deixaram eu correr, porque sempre ganho, só me deixaram apostar e participar com outro piloto, e escolhi você-. Naquele ponto eu já havia entendido tudo, Benito, Toni e meus primos já haviam armado tudo antes de eu acordar. Hesitei em aceitar, sabia que não era certo, mas pela pressão de todos, meus lábios vibraram até sair o “sim”.
Os carros já estavam á postos, era o nosso contra um outro. Nós cinco estávamos nervosos dentro do carro, eu principalmente. A única coisa dita por todos foi “ Boa sorte”. Eu sabia dirigir, meu irmão me ensinou, mas correr? Nunca havia corrido antes. Estava aflito.
Uma garota ficou entre os dois carros, ela era bonita, mas meu nervosismo não deixava ficar reparando nela. Sobe-se um braço, agora o outro e depois de um breve intervalo descem os dois. Os carros cantaram pneu, saímos à frente. Adriano ria sem parar, era patético e falava “Boa, garoto!”. O velocímetro já alcançava 160 por hora e meu nervosismo passava de 200. A reta acabou, chegou a vez da primeira curva, passei tranqüilo, mas o adversário colou na traseira. Acelerei o máximo que pude até a segunda curva , a qual fiz com tranqüilidade, pegamos um segunda reta de uns 2 km de extensão ,era um corrida curta e eu já avistava a linha de chegada, só faltava passar por um cruzamento. Passei, mas só ouvi um barulho imenso, olhei no retrovisor, o carro adversário colidiu com outro carro que cruzava. Pisei fundo no freio e fiz um cavalo de pau. Não me perguntem como fiz isso, mas só sei dizer que o desespero da cena foi o causador. Engatei a primeira marcha novamente e fui à direção do acidente. Parei o carro, todos nós descemos, mas só eu fui socorrer quem estava no carro atingido, os outros foram socorrer o adversário enquanto Francesco ligava para a emergência.
Para minha surpresa, era Mônica que estava no carro. Ela e um homem, provavelmente seu pai. Fiquei branco, gelado, desesperado, gritei, suei frio, chorei. Abri a porta rapidamente, pois no carro havia começado um foco de incêndio, soltei o cinto de Mônica e a puxei para fora do carro, logo em seguida repeti o procedimento com o homem que dirigia. Sei que fazer isso quando alguém sofre um acidente é perigoso, mas era necessário no momento. Adriano retirou o piloto adversário do veículo, pois começou um foco de incêndio no outro veiculo também. Toni aparecia com o extintor de nosso carro e começou a despejar em cima do fogo. Apagamos tudo, foi o tempo de ouvirmos a sirene das ambulâncias, mas não havia ambulâncias apenas e sim a policia também. Benito gritou: “Sujou, vamos embora, eles vão saber que era racha! Vamos!” -. Todos foram e eu fiquei ali parado no meio da rua olhando para Mônica, estendida no chão. Meus olhos doíam e derramavam lágrimas de verdade, de alguma forma eu tinha culpa nisso tudo. Começou a chover. Sai correndo em direção ao nosso carro sob os gritos desesperados de Benito. Abri a porta e sentei, Benito disparou com o carro. Tudo estava em clima tenso, pesado, frio dentro do carro, eu tremia de medo e desespero, olhei para minhas mãos e não pude deixar de reparar que havia perdido meu anel, que foi de meu bisavô mafioso, no meio da confusão.
Minha cabeça estava para explodir, meus nervos também, senti um vazio no peito, um medo. Medo de Mônica estar mal, medo de perdê-la; não queria perdê-la, ela era a única que me fazia sentir algo, eu a amava sem sombra de dúvida. Senti-me um covarde, um fraco, um nada, eu devia ter ficado lá com ela, devia ter a acompanhado até o hospital. Fiz uma promessa; Se Mônica ficasse bem, eu a protegeria em todas as circunstâncias e se fosse a vontade de Deus, a faria feliz. Prometi a Deus e aos santos. Se eu não cumprisse, poderiam me tirar a vida. Vida? Vida para mim era estar perto de Mônica e agora nesse momento eu estava morto, morto por não estar com ela. Sim, ela é meu amor.
sábado, 28 de novembro de 2009
7. Talvez além do horizonte.
Acordei, eram 10h25min da manhã, fui até a cozinha tomar café. Chegando lá meus 2 primos e meus 2 irmãos estavam tomando café. Perguntei: - Cadê a mamãe?- .Toni respondeu: -Ela saiu com o pai , o vô e a vó. E só vão voltar a noite-. Dei um suspiro de alivio, pois não teria que ouvir o dia inteiro sobre o que aprontei ontem. Peguei o pão e comecei a cortá-lo, todos nós ficamos em silêncio, até ser cortado por Adriano: - Andreas, todos nós já estamos sabendo o que aconteceu ontem e sabemos que você tem a razão. Antes que nos pergunte como ficamos sabendo eu já dou a resposta, a escola inteira já esta sabendo e comentando, e sabe como as noticias correm rápido, né? Só quero lhe dizer que nós, aqui ,conversamos e decidimos que se você precisar, a gente te ajuda a ferrar com o Nando. É só nos dar um toque-. Fiquei olhando para o pão e depois de alguns segundos respondi: - Não, não vamos precisar de nada disso, eu não pretendo mais arranjar confusão com ele-. Todos abaixaram a cabeça e fizeram gestos de que estavam de acordo com o dito.
Após tomar o café, subi para meu quarto e sentei na cadeira da escrivaninha, comecei a viajar nos pensamentos. Eu estava confuso sobre a influência que o sangue fazia em mim, sobre o quão ele era favorável e o quão ele era desprezível. Estava confuso sim, e muito. Aliás, minha vida era uma confusão, nada estava no lugar, nada mesmo. E Mônica que veio para embaralhar mais ainda minha vida. E agora? Cheguei a pedir uma resposta a Deus e aos santos, mesmo não sendo religioso. Eu estava perdido.
Caminhei de um lado ao outro pelo quarto sem obter nenhuma resposta que acalmasse meus ânimos. Fechei meus olhos e os apertei bem, a impaciência tomava conta de mim.
Nada me dava sossego, peguei minha toalha e entrei no banho. Fiquei por lá mais de meia hora só deixando a água levar meus problemas e dúvidas pelo ralo, mas isso nunca iria acontecer.
Benito entrou em meu quarto e gritou: - Andreas, vamos dar uma volta. Você vem junto?-. Sem hesitar logo respondi: - Claro! Só espere eu terminar de me arrumar-. Sai do banho e me troquei rapidamente, eu sabia que ficar em casa só pensando, não iria resolver nada, então decidi sair e me distrair um pouco. Benito, Toni, Adriano e meu outro primo que se chama Francesco já estavam no carro. Entrei no carro e fiz um sim com a cabeça, saímos. Não sei para onde íamos, talvez um lugar inédito para nós, talvez um lugar já conhecido, mas o que importava é que eu iria esquecer por alguns momentos todas as perguntas intrigantes para mim e talvez eu esquecesse Mônica por breves momentos. Acho difícil, mas quem sabe? E o carro sumia no horizonte.
Acordei, eram 10h25min da manhã, fui até a cozinha tomar café. Chegando lá meus 2 primos e meus 2 irmãos estavam tomando café. Perguntei: - Cadê a mamãe?- .Toni respondeu: -Ela saiu com o pai , o vô e a vó. E só vão voltar a noite-. Dei um suspiro de alivio, pois não teria que ouvir o dia inteiro sobre o que aprontei ontem. Peguei o pão e comecei a cortá-lo, todos nós ficamos em silêncio, até ser cortado por Adriano: - Andreas, todos nós já estamos sabendo o que aconteceu ontem e sabemos que você tem a razão. Antes que nos pergunte como ficamos sabendo eu já dou a resposta, a escola inteira já esta sabendo e comentando, e sabe como as noticias correm rápido, né? Só quero lhe dizer que nós, aqui ,conversamos e decidimos que se você precisar, a gente te ajuda a ferrar com o Nando. É só nos dar um toque-. Fiquei olhando para o pão e depois de alguns segundos respondi: - Não, não vamos precisar de nada disso, eu não pretendo mais arranjar confusão com ele-. Todos abaixaram a cabeça e fizeram gestos de que estavam de acordo com o dito.
Após tomar o café, subi para meu quarto e sentei na cadeira da escrivaninha, comecei a viajar nos pensamentos. Eu estava confuso sobre a influência que o sangue fazia em mim, sobre o quão ele era favorável e o quão ele era desprezível. Estava confuso sim, e muito. Aliás, minha vida era uma confusão, nada estava no lugar, nada mesmo. E Mônica que veio para embaralhar mais ainda minha vida. E agora? Cheguei a pedir uma resposta a Deus e aos santos, mesmo não sendo religioso. Eu estava perdido.
Caminhei de um lado ao outro pelo quarto sem obter nenhuma resposta que acalmasse meus ânimos. Fechei meus olhos e os apertei bem, a impaciência tomava conta de mim.
Nada me dava sossego, peguei minha toalha e entrei no banho. Fiquei por lá mais de meia hora só deixando a água levar meus problemas e dúvidas pelo ralo, mas isso nunca iria acontecer.
Benito entrou em meu quarto e gritou: - Andreas, vamos dar uma volta. Você vem junto?-. Sem hesitar logo respondi: - Claro! Só espere eu terminar de me arrumar-. Sai do banho e me troquei rapidamente, eu sabia que ficar em casa só pensando, não iria resolver nada, então decidi sair e me distrair um pouco. Benito, Toni, Adriano e meu outro primo que se chama Francesco já estavam no carro. Entrei no carro e fiz um sim com a cabeça, saímos. Não sei para onde íamos, talvez um lugar inédito para nós, talvez um lugar já conhecido, mas o que importava é que eu iria esquecer por alguns momentos todas as perguntas intrigantes para mim e talvez eu esquecesse Mônica por breves momentos. Acho difícil, mas quem sabe? E o carro sumia no horizonte.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
6. Uma pedra no caminho.
Cheguei à escola, estava tremendo e com um aperto no coração, tudo isso pelo medo de encarar as pessoas hoje. As pessoas? Não! Era a Mônica mesmo. Entrei na sala de aula, todos estavam com livros abertos estudando logaritmo e geometria espacial. Ah sim, tinha prova e eu não estudei porque fiquei muito tempo envolvido com os recentes fatos, festas, Adriano e claro, Mônica.
Dirigi-me até a carteira e nem ousei abrir o livro, pois estudar faltando 20 minutos para a prova era a maior perda de tempo. Renato e Lucas vieram me cumprimentar e comentaram sobre a festa, dos dois, só Renato lembrava da revelação, pois Lucas estava em um estado lamentável na ocasião.
O sinal anunciou a hora da prova, o professor entra na sala e distribui as provas, olhei para a carteira de Mônica, estava vazia. O que ocorrera? Será que esta bem?
O professor colocou a prova em cima de minha mesa, olhei para aquelas formas geométricas e para aqueles números e não sabia nem como começar. Olhei ao meu redor e descobri que minha expressão não era a única; Maísa, Lucas, Sofia e vários outros estavam com a mesma expressão, só Renato que não. Renato era muito estudioso, não nerd.
Escrevi algumas coisas na prova, desenhei algo e entreguei a prova ao professor que logo me dispensou da sala e me disse para aguardar o término da prova no pátio. Abri a porta da sala e sai andando pelo corredor, parei em frente ao armário de Mônica e fiquei observando por alguns segundos. Continuei a andar. Cheguei ao pátio e me sentei num banco que ficava na parte descoberta da escola, embaixo de uma arvore.
Já vi apontar no pátio também os outros que não sabiam nada na prova. Maisa e Sofia desceram as escadas e vieram ao meu encontro, logo atrás veio Lucas e Nando. Nando era um rapaz ambicioso, sempre com segundas intenções, tinha cabelo espetado e preto, olhos profundos, era magro, mas forte. Maisa disse: - Festa boa a de ontem, hein Andréas?-. E riu. Eu respondi: - É, estava boa mesmo-. Nando entrou no meio com uma provocação: - Pois é, estava boa, mas acho que tem pessoas que não gostaram muito, pois nem vieram à aula. O que será que aconteceu? Será que ela queria evitar você Andréas? Será que ela ficou com outro garoto naquela noite, ai foi tão bom, que nem quis vir à escola. Hein!-. Fiquei roxo de raiva, Maisa, Sofia e Lucas fizeram uma cara de “Nossa, que mancada!”. Não me detive, voei em cima de Nando, dei-lhe um murro no nariz que imediatamente começou a sangrar. Nando, então, partiu para cima também e rolamos no chão, ele me acertou um soco no peito, mas revidei acertando-lhe vários socos na barriga e no rosto. Isso foi minha vitória, mas meu pesadelo também, nòs dois levamos suspensão. Na briga, veio-me o sangue italiano mafioso que naquele momento agradeci por tê-lo nas veias.
Voltei a pé para casa, eram 9hrs e pouco, havia começado a aula de Física. No caminho fiquei lembrando da luta, que fui burro ao me levar por aquele sujeitinho. Por que às vezes acreditamos em coisas que nos dizem, mesmo sabendo que são mentiras? Nando era forte, mas não tanto quanto eu, eu havia entrado no começo do ano passado na musculação e já estava forte, não um monstro nem armário, que também não era minha meta. Lembrei também da prova, de como fui mal nela e não pude esquecer de Mônica. Por que ela faltou? Não sei, mas queria saber. Entrei na sala sob olhares da família toda e lá fui eu dar explicações sobre o ocorrido.
Cheguei à escola, estava tremendo e com um aperto no coração, tudo isso pelo medo de encarar as pessoas hoje. As pessoas? Não! Era a Mônica mesmo. Entrei na sala de aula, todos estavam com livros abertos estudando logaritmo e geometria espacial. Ah sim, tinha prova e eu não estudei porque fiquei muito tempo envolvido com os recentes fatos, festas, Adriano e claro, Mônica.
Dirigi-me até a carteira e nem ousei abrir o livro, pois estudar faltando 20 minutos para a prova era a maior perda de tempo. Renato e Lucas vieram me cumprimentar e comentaram sobre a festa, dos dois, só Renato lembrava da revelação, pois Lucas estava em um estado lamentável na ocasião.
O sinal anunciou a hora da prova, o professor entra na sala e distribui as provas, olhei para a carteira de Mônica, estava vazia. O que ocorrera? Será que esta bem?
O professor colocou a prova em cima de minha mesa, olhei para aquelas formas geométricas e para aqueles números e não sabia nem como começar. Olhei ao meu redor e descobri que minha expressão não era a única; Maísa, Lucas, Sofia e vários outros estavam com a mesma expressão, só Renato que não. Renato era muito estudioso, não nerd.
Escrevi algumas coisas na prova, desenhei algo e entreguei a prova ao professor que logo me dispensou da sala e me disse para aguardar o término da prova no pátio. Abri a porta da sala e sai andando pelo corredor, parei em frente ao armário de Mônica e fiquei observando por alguns segundos. Continuei a andar. Cheguei ao pátio e me sentei num banco que ficava na parte descoberta da escola, embaixo de uma arvore.
Já vi apontar no pátio também os outros que não sabiam nada na prova. Maisa e Sofia desceram as escadas e vieram ao meu encontro, logo atrás veio Lucas e Nando. Nando era um rapaz ambicioso, sempre com segundas intenções, tinha cabelo espetado e preto, olhos profundos, era magro, mas forte. Maisa disse: - Festa boa a de ontem, hein Andréas?-. E riu. Eu respondi: - É, estava boa mesmo-. Nando entrou no meio com uma provocação: - Pois é, estava boa, mas acho que tem pessoas que não gostaram muito, pois nem vieram à aula. O que será que aconteceu? Será que ela queria evitar você Andréas? Será que ela ficou com outro garoto naquela noite, ai foi tão bom, que nem quis vir à escola. Hein!-. Fiquei roxo de raiva, Maisa, Sofia e Lucas fizeram uma cara de “Nossa, que mancada!”. Não me detive, voei em cima de Nando, dei-lhe um murro no nariz que imediatamente começou a sangrar. Nando, então, partiu para cima também e rolamos no chão, ele me acertou um soco no peito, mas revidei acertando-lhe vários socos na barriga e no rosto. Isso foi minha vitória, mas meu pesadelo também, nòs dois levamos suspensão. Na briga, veio-me o sangue italiano mafioso que naquele momento agradeci por tê-lo nas veias.
Voltei a pé para casa, eram 9hrs e pouco, havia começado a aula de Física. No caminho fiquei lembrando da luta, que fui burro ao me levar por aquele sujeitinho. Por que às vezes acreditamos em coisas que nos dizem, mesmo sabendo que são mentiras? Nando era forte, mas não tanto quanto eu, eu havia entrado no começo do ano passado na musculação e já estava forte, não um monstro nem armário, que também não era minha meta. Lembrei também da prova, de como fui mal nela e não pude esquecer de Mônica. Por que ela faltou? Não sei, mas queria saber. Entrei na sala sob olhares da família toda e lá fui eu dar explicações sobre o ocorrido.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
5. O sangue não nega.
Eu não fazia idéia de qual seria a noticia que me aguardava. Já dentro do carro, Benito coçou seu cavanhaque e olhou para Toni como se estivesse perguntando algo. Eu, no banco de trás, disse: - O que aconteceu?-. Mus irmãos se olharam e fizeram um sim com a cabeça, Benito suspirou e disse: - Andréas, enquanto você estava la em cima com teus amigos, o celular do Toni tocou e não era noticia boa. Era Adriano, ele se meteu em alguma enrascada, não deu para saber ao certo o que era, porque a ligação estava péssima, mas deu para ouvir pelo menos o endereço que ele nos passou-. Adriano era um de meus primos que vieram da Itália, ele tem 16 anos. Eu sempre me dei bem com a família toda, inclusive com ele, por isso eu já conhecia alguns podres de Adriano. E um de seus podres era se meter com quem não devia e fazer burradas.
Benito girou a chave do carro e engatou a marcha, saímos. Senti-me culpado de não me despedir de ninguém na festa. Fomos até o local indicado em silêncio. Ao chegarmos nos deparamos com uma viatura de policia estacionada e com alguns rapazes algemados, e bem no meio estava Adriano. Todos estavam de preto. Um policial se aproximou de nós e nos perguntou; - Alguma dessas belezas pertence a vocês?-. Toni respondeu: - Infelizmente, seu guarda... Infelizmente. É o do meio-. O policial levantou Adriano e soltou as algemas e nos disse: - O que esse elemento fez não é de se deixar quieto, mas o dono do local resolveu não prestar queixa-. O policial ia explicar o ocorrido, quando interrompi pedindo desculpas e disse: - Deixe seu guarda, ele nos explica no caminho-. O guarda fez um sinal de concordância com a cabeça e entregou o primo delinqüente.
A razão de Adriano ter ido com nós é que meu irmão Benito já era maior de idade e podia ser responsável já.
Na volta para casa, Adriano nos contou tudo. Ele havia invadido um armazém para roubar umas bebidas, mas foi surpreendido pelos guardas. Isso era o sangue da máfia que corria na família, maldito sangue, que às vezes era bom e às vezes péssimo. Prometemos não contar nada para nossos pais, pois queríamos evitar confusão em casa.
Chegamos em casa, entramos pela porta do fundo para evitar muito barulho. Subimos as escadas e cada qual foi ao seu quarto. Joguei-me na cama e olhei no relógio, já eram quase 3 da manhã e nesse mesmo dia já haveria aula. Lembrei de Mônica, de sua beleza e já tinha me esquecido da revelação feita na festa, mas isso não tardou a aparecer. Comecei a pensar mil coisas de uma vez. Será que ela vai me olhar na cara? Será que ela ficou brava? Como será a aula daqui a pouco? Como vou reagir ao vê-la? E como ela vai reagir ao me ver?
Pensamentos e mais pensamentos me viam à cabeça, um desejo por ela chegou a mim. Eu estava morrendo de medo e vergonha. Esses jogos de verdades e desafios nos forçam a falar a verdade, não dá pra mentir ou omitir nada. Aos poucos adormeci e cai no sono pesado. Sonhei com Mônica, que estava maravilhosa e era só minha, mas um barulho interrompeu essa vida secundária, era o despertador que apitava “enlouquecidamente” indicando a hora de me arrumar e ir à escola. Ir à escola era o que eu fazia de segunda à sexta, mas dessa vez não era apenas ir à escola.
Eu não fazia idéia de qual seria a noticia que me aguardava. Já dentro do carro, Benito coçou seu cavanhaque e olhou para Toni como se estivesse perguntando algo. Eu, no banco de trás, disse: - O que aconteceu?-. Mus irmãos se olharam e fizeram um sim com a cabeça, Benito suspirou e disse: - Andréas, enquanto você estava la em cima com teus amigos, o celular do Toni tocou e não era noticia boa. Era Adriano, ele se meteu em alguma enrascada, não deu para saber ao certo o que era, porque a ligação estava péssima, mas deu para ouvir pelo menos o endereço que ele nos passou-. Adriano era um de meus primos que vieram da Itália, ele tem 16 anos. Eu sempre me dei bem com a família toda, inclusive com ele, por isso eu já conhecia alguns podres de Adriano. E um de seus podres era se meter com quem não devia e fazer burradas.
Benito girou a chave do carro e engatou a marcha, saímos. Senti-me culpado de não me despedir de ninguém na festa. Fomos até o local indicado em silêncio. Ao chegarmos nos deparamos com uma viatura de policia estacionada e com alguns rapazes algemados, e bem no meio estava Adriano. Todos estavam de preto. Um policial se aproximou de nós e nos perguntou; - Alguma dessas belezas pertence a vocês?-. Toni respondeu: - Infelizmente, seu guarda... Infelizmente. É o do meio-. O policial levantou Adriano e soltou as algemas e nos disse: - O que esse elemento fez não é de se deixar quieto, mas o dono do local resolveu não prestar queixa-. O policial ia explicar o ocorrido, quando interrompi pedindo desculpas e disse: - Deixe seu guarda, ele nos explica no caminho-. O guarda fez um sinal de concordância com a cabeça e entregou o primo delinqüente.
A razão de Adriano ter ido com nós é que meu irmão Benito já era maior de idade e podia ser responsável já.
Na volta para casa, Adriano nos contou tudo. Ele havia invadido um armazém para roubar umas bebidas, mas foi surpreendido pelos guardas. Isso era o sangue da máfia que corria na família, maldito sangue, que às vezes era bom e às vezes péssimo. Prometemos não contar nada para nossos pais, pois queríamos evitar confusão em casa.
Chegamos em casa, entramos pela porta do fundo para evitar muito barulho. Subimos as escadas e cada qual foi ao seu quarto. Joguei-me na cama e olhei no relógio, já eram quase 3 da manhã e nesse mesmo dia já haveria aula. Lembrei de Mônica, de sua beleza e já tinha me esquecido da revelação feita na festa, mas isso não tardou a aparecer. Comecei a pensar mil coisas de uma vez. Será que ela vai me olhar na cara? Será que ela ficou brava? Como será a aula daqui a pouco? Como vou reagir ao vê-la? E como ela vai reagir ao me ver?
Pensamentos e mais pensamentos me viam à cabeça, um desejo por ela chegou a mim. Eu estava morrendo de medo e vergonha. Esses jogos de verdades e desafios nos forçam a falar a verdade, não dá pra mentir ou omitir nada. Aos poucos adormeci e cai no sono pesado. Sonhei com Mônica, que estava maravilhosa e era só minha, mas um barulho interrompeu essa vida secundária, era o despertador que apitava “enlouquecidamente” indicando a hora de me arrumar e ir à escola. Ir à escola era o que eu fazia de segunda à sexta, mas dessa vez não era apenas ir à escola.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
4. Verdade difícil de dizer.
Chegamos ao endereço, era uma rua larga e com muitas árvores grandes, um bairro nobre, a casa do Lucas era umas das mais bonitas da rua, senão a mais. Era uma casa enorme, de dois andares. A musica estava alta, dava para escutar de fora da casa.
Entramos na casa e já fomos recebidos pelo Lucas: - Fiquem à vontade brothers - .
Benito e Toni , cada um foi para um lado e me deixaram sozinho. Comecei a andar como se estivesse procurando alguém e realmente eu estava, era Mônica. Entrei na cozinha, depois na sala de estar, me dirigi à piscina e nada da Mônica. Comecei a pensar que essa festa não ia me animar, mas foi quando ouvi uma risada suave, mas que confortou e entrou em meus ouvidos da forma mais delicada possível, sim, era Mônica. Havia chegado naquele instante e como para não perder o costume, estava linda. Seu cabelo estava com leves ondulações, seu vestido preto estava como se fosse feito somente a ela, seus olhos brilhavam, ah sim! Uma deusa.
A acompanhei com os olhos, como se fosse um segurança ou um cão de guarda á fim de protegê-la. Ela se dirigiu ao bar, onde estavam Maisa e Sofia, suas melhores amigas.
Foi quando ouvi uma voz: - E ai meu amigo?-. Era Renato. Quando o vi dei um sorriso e disse:- E ai meu velho?-. Cumprimentos de meninos, sempre nas perguntas e nunca uma resposta. Fomos até a sala onde o Lucas estava dando um showzinho à parte, estava bêbado.
Conversei com muitos amigos e amigas e por alguns instantes me esqueci de Mônica, mas bastava um segundo para lembrar dela. Dei uma volta em mim mesmo para achá-la, e ela estava ali na sala mesmo, rindo e se divertindo muito. Foi quando o Dj começou a tocar uma música, a qual identifiquei na primeira nota. Sim! Era “She Will Be Loved”do Maroon 5. A mesma sensação que tive na escola, agora estava na festa. Coração acelerado, batendo no ritmo da música, só havia naquele momento a música, Mônica e eu. Aquele momento foi cortado por Lucas que me disse com bafo de vodca: - Vamos fazer um joguinho só com o pessoal da classe? Vamos? Vamos? Só quem é da classe vai em uma sala aqui que meu pai usa para reuniões. Ai, a gente joga-. Respondi:- Jogo? Huum...Sei não, mas do que se trata?-. Lucas deu uma risada patética e disse: -Paga pra ver?-. Respondi pateticamente também: - Pago!
Lucas foi reunindo aos poucos os colegas e amigos de classe na sala de reuniões. Uma sala ampla e bela, estantes altas com livros até as ultimas prateleiras. Uma mesa de madeira maciça grande com papéis, um relógio e um notebook em cima, atrás uma cadeira que devia ser muito confortável.
Lucas mandou todos sentarem ao chão e começou a explicar as regras. Tudo não passava de um jogo de Verdade ou Desafio, mas com desafios e verdades mais ousadas e picantes. Todos concordaram em brincar, inclusive Mônica. Para eu não ser anti-social e nem ser tachado de medroso, aceitei o jogo. Lucas pegou a garrafa de vodca que provavelmente ele consumiu, e colocou no chão, ao centro da roda formada por todos.
A garrafa girava e girava e eu agradecia cada vez por não apontar para mim, mas nada é tarde e essa hora chegou. Quem fazia a pergunta era Maisa: - Andréas, verdade ou desafio?-. Optei por verdade, mas mal sabia eu que às vezes, a verdade é mais desafio que um próprio desafio dito.
- Andréas, estou em duvida no que pergunto. Ah, já sei! Diga-me o que acha da Mônica. E você a beijaria?
Essa pergunta me apunhalou pelas costas, no peito, na cabeça, nas pernas, em tudo. Olhei para Renato que me fez uma cara de quem estava surpreso. Olhei para Maisa, ela aguardava resposta. Olhei para Lucas que estava babando de tanta bebida e enfim dirigi os olhos à Mônica, ela estava séria e me observando. Abri a boca, eu suava frio, desejei estar no carro de meu irmão naquele momento ou que um raio caísse e acabasse a luz e o compromisso da resposta. As palavras saíram gaguejadas: - É, eu a acho linda e com toda certeza ficaria com ela-. Todos ficaram surpresos, Mônica ficou vermelha e eu me senti vermelho. Após mais algumas perguntas e respostas, Lucas interrompeu o jogo com uma golfada no meio da roda e um pouco no colo de Elias, um garoto nerd da sala.
Todos saímos da sala e fomos ao resto dos convidados. Benito e Toni me esperavam na escada com uma expressão de que nada estava bem. Perguntei o que havia ocorrido e eles só me disseram para entrar no carro. Fomos até o carro.
Chegamos ao endereço, era uma rua larga e com muitas árvores grandes, um bairro nobre, a casa do Lucas era umas das mais bonitas da rua, senão a mais. Era uma casa enorme, de dois andares. A musica estava alta, dava para escutar de fora da casa.
Entramos na casa e já fomos recebidos pelo Lucas: - Fiquem à vontade brothers - .
Benito e Toni , cada um foi para um lado e me deixaram sozinho. Comecei a andar como se estivesse procurando alguém e realmente eu estava, era Mônica. Entrei na cozinha, depois na sala de estar, me dirigi à piscina e nada da Mônica. Comecei a pensar que essa festa não ia me animar, mas foi quando ouvi uma risada suave, mas que confortou e entrou em meus ouvidos da forma mais delicada possível, sim, era Mônica. Havia chegado naquele instante e como para não perder o costume, estava linda. Seu cabelo estava com leves ondulações, seu vestido preto estava como se fosse feito somente a ela, seus olhos brilhavam, ah sim! Uma deusa.
A acompanhei com os olhos, como se fosse um segurança ou um cão de guarda á fim de protegê-la. Ela se dirigiu ao bar, onde estavam Maisa e Sofia, suas melhores amigas.
Foi quando ouvi uma voz: - E ai meu amigo?-. Era Renato. Quando o vi dei um sorriso e disse:- E ai meu velho?-. Cumprimentos de meninos, sempre nas perguntas e nunca uma resposta. Fomos até a sala onde o Lucas estava dando um showzinho à parte, estava bêbado.
Conversei com muitos amigos e amigas e por alguns instantes me esqueci de Mônica, mas bastava um segundo para lembrar dela. Dei uma volta em mim mesmo para achá-la, e ela estava ali na sala mesmo, rindo e se divertindo muito. Foi quando o Dj começou a tocar uma música, a qual identifiquei na primeira nota. Sim! Era “She Will Be Loved”do Maroon 5. A mesma sensação que tive na escola, agora estava na festa. Coração acelerado, batendo no ritmo da música, só havia naquele momento a música, Mônica e eu. Aquele momento foi cortado por Lucas que me disse com bafo de vodca: - Vamos fazer um joguinho só com o pessoal da classe? Vamos? Vamos? Só quem é da classe vai em uma sala aqui que meu pai usa para reuniões. Ai, a gente joga-. Respondi:- Jogo? Huum...Sei não, mas do que se trata?-. Lucas deu uma risada patética e disse: -Paga pra ver?-. Respondi pateticamente também: - Pago!
Lucas foi reunindo aos poucos os colegas e amigos de classe na sala de reuniões. Uma sala ampla e bela, estantes altas com livros até as ultimas prateleiras. Uma mesa de madeira maciça grande com papéis, um relógio e um notebook em cima, atrás uma cadeira que devia ser muito confortável.
Lucas mandou todos sentarem ao chão e começou a explicar as regras. Tudo não passava de um jogo de Verdade ou Desafio, mas com desafios e verdades mais ousadas e picantes. Todos concordaram em brincar, inclusive Mônica. Para eu não ser anti-social e nem ser tachado de medroso, aceitei o jogo. Lucas pegou a garrafa de vodca que provavelmente ele consumiu, e colocou no chão, ao centro da roda formada por todos.
A garrafa girava e girava e eu agradecia cada vez por não apontar para mim, mas nada é tarde e essa hora chegou. Quem fazia a pergunta era Maisa: - Andréas, verdade ou desafio?-. Optei por verdade, mas mal sabia eu que às vezes, a verdade é mais desafio que um próprio desafio dito.
- Andréas, estou em duvida no que pergunto. Ah, já sei! Diga-me o que acha da Mônica. E você a beijaria?
Essa pergunta me apunhalou pelas costas, no peito, na cabeça, nas pernas, em tudo. Olhei para Renato que me fez uma cara de quem estava surpreso. Olhei para Maisa, ela aguardava resposta. Olhei para Lucas que estava babando de tanta bebida e enfim dirigi os olhos à Mônica, ela estava séria e me observando. Abri a boca, eu suava frio, desejei estar no carro de meu irmão naquele momento ou que um raio caísse e acabasse a luz e o compromisso da resposta. As palavras saíram gaguejadas: - É, eu a acho linda e com toda certeza ficaria com ela-. Todos ficaram surpresos, Mônica ficou vermelha e eu me senti vermelho. Após mais algumas perguntas e respostas, Lucas interrompeu o jogo com uma golfada no meio da roda e um pouco no colo de Elias, um garoto nerd da sala.
Todos saímos da sala e fomos ao resto dos convidados. Benito e Toni me esperavam na escada com uma expressão de que nada estava bem. Perguntei o que havia ocorrido e eles só me disseram para entrar no carro. Fomos até o carro.
domingo, 15 de novembro de 2009
3. Italianos.
Já se passaram dois capítulos e ainda ninguém sabe meu nome. Bem, meu nome é Andreas Giussepe Maranzano. Um nome bem italiano, não é? Pois então, minha família é toda italiana, e por muita sorte ou azar da vida nasci nessa família que de quebra é descendente da máfia italiana. Não sei se isso é bom ou ruim, mas família é família e eu gosto da minha. Muitas vezes imagino meu bisavô na máfia como se ele fosse o Don Vito Corleone em suas aventuras, em suas missões e tiroteios, e roubos de bancos. Como toda família italiana, os costumes aqui são os mesmos, muita festa, muita gente na casa, gritaria, muita macarronada e tudo que herdamos do país da bota. Aqui em casa vivem meus país, meus avós, dois primos que vieram da Itália recentemente e meus dois irmãos. Dos irmãos eu (17) sou o do meio, tem o Toni(15) que é mais novo e o mais velho é o Benito(20).
Agora que já me apresentei, vou dizer quem é a minha garota. O nome dela é Mônica Prado. Sempre falo que ela é linda, mas mesmo assim ninguém sabe como ela é, pois bem, ela tem cabelos e olhos cor de mel, um rosto delicado como um pêssego, uma altura que não a julga como baixa e nem como alta, lábios perfeitos e um corpo de deixar inveja em muitas mulheres. Sim, ela é linda naturalmente, todos acham isso, mas eu não a acho apenas linda, e sim perfeita.
Eu a conheci na sétima série e isso já faz 4 anos e pouco, já estou no terceiro. No começo eu a achava bonita e só, não tinha atração por ela, ela era apenas uma colega de sala e amiga de vez em quando. Mas de uns meses pra cá, após aquela noite inesquecível, mudei minha opinião e hoje já a vejo como a mulher ideal.
...
Resolvi entrar no meu MSN, ao entrar, Lucas me mandou uma mensagem me convidando para uma festa em sua casa, já que seus pais haviam viajado.
“E ai Andreas? Tudo bem?
É o seguinte irmão: vou fazer uma festa aqui em casa, porque meus pais viajaram e deixaram a casa comigo e com meu irmão. haha
Então trate de vir aqui, porque a noite vai prometer hoje. Muita mulher, bebida, som do bom, joguinhos interessantes. Haha
R: Isaac Lambertini, 681 .Jardim das Acácias
Venha às 20:30.
Abraço”
Olhei no relógio e já eram 19 horas quase. Desci as escadas até a sala e fui procurar minha mãe. Só a encontrei na cozinha, onde estava preparando o jantar. Puxei assunto para só depois pedir autorização para ir à festa. Não foi difícil, o assunto começou com notas de provas e terminou com um sim de resposta.
Eram 19:30 horas quando subi ao meu quarto para escolher a roupa e depois ir para o banho, Optei por uma roupa mais comportada, mas que me dava um ar de estiloso. No banho pensei em como seria a festa, a ansiedade tomava conta de mim e como de costume, lembrei da Mônica e torci para que ela fosse à festa também.
Eram 20:20 e eu estava pronto, meus irmãos que também haviam sido convidados estavam prontos também . Benito pegou a chave de seu carro e nos fez um sinal com a cabeça para irmos à garagem. Entramos em seu Dodge Charger vermelho 1969 super conservado e com motor envenenado. Nossa família italiana vivendo no Brasil, mas com dois carros americanos na garagem e uma casa ao estilo americano. Só os costumes que eram italianos mesmo.
Benito girou a chave e saímos, essa noite nos aguardava e eu aguardava Mônica.
Já se passaram dois capítulos e ainda ninguém sabe meu nome. Bem, meu nome é Andreas Giussepe Maranzano. Um nome bem italiano, não é? Pois então, minha família é toda italiana, e por muita sorte ou azar da vida nasci nessa família que de quebra é descendente da máfia italiana. Não sei se isso é bom ou ruim, mas família é família e eu gosto da minha. Muitas vezes imagino meu bisavô na máfia como se ele fosse o Don Vito Corleone em suas aventuras, em suas missões e tiroteios, e roubos de bancos. Como toda família italiana, os costumes aqui são os mesmos, muita festa, muita gente na casa, gritaria, muita macarronada e tudo que herdamos do país da bota. Aqui em casa vivem meus país, meus avós, dois primos que vieram da Itália recentemente e meus dois irmãos. Dos irmãos eu (17) sou o do meio, tem o Toni(15) que é mais novo e o mais velho é o Benito(20).
Agora que já me apresentei, vou dizer quem é a minha garota. O nome dela é Mônica Prado. Sempre falo que ela é linda, mas mesmo assim ninguém sabe como ela é, pois bem, ela tem cabelos e olhos cor de mel, um rosto delicado como um pêssego, uma altura que não a julga como baixa e nem como alta, lábios perfeitos e um corpo de deixar inveja em muitas mulheres. Sim, ela é linda naturalmente, todos acham isso, mas eu não a acho apenas linda, e sim perfeita.
Eu a conheci na sétima série e isso já faz 4 anos e pouco, já estou no terceiro. No começo eu a achava bonita e só, não tinha atração por ela, ela era apenas uma colega de sala e amiga de vez em quando. Mas de uns meses pra cá, após aquela noite inesquecível, mudei minha opinião e hoje já a vejo como a mulher ideal.
...
Resolvi entrar no meu MSN, ao entrar, Lucas me mandou uma mensagem me convidando para uma festa em sua casa, já que seus pais haviam viajado.
“E ai Andreas? Tudo bem?
É o seguinte irmão: vou fazer uma festa aqui em casa, porque meus pais viajaram e deixaram a casa comigo e com meu irmão. haha
Então trate de vir aqui, porque a noite vai prometer hoje. Muita mulher, bebida, som do bom, joguinhos interessantes. Haha
R: Isaac Lambertini, 681 .Jardim das Acácias
Venha às 20:30.
Abraço”
Olhei no relógio e já eram 19 horas quase. Desci as escadas até a sala e fui procurar minha mãe. Só a encontrei na cozinha, onde estava preparando o jantar. Puxei assunto para só depois pedir autorização para ir à festa. Não foi difícil, o assunto começou com notas de provas e terminou com um sim de resposta.
Eram 19:30 horas quando subi ao meu quarto para escolher a roupa e depois ir para o banho, Optei por uma roupa mais comportada, mas que me dava um ar de estiloso. No banho pensei em como seria a festa, a ansiedade tomava conta de mim e como de costume, lembrei da Mônica e torci para que ela fosse à festa também.
Eram 20:20 e eu estava pronto, meus irmãos que também haviam sido convidados estavam prontos também . Benito pegou a chave de seu carro e nos fez um sinal com a cabeça para irmos à garagem. Entramos em seu Dodge Charger vermelho 1969 super conservado e com motor envenenado. Nossa família italiana vivendo no Brasil, mas com dois carros americanos na garagem e uma casa ao estilo americano. Só os costumes que eram italianos mesmo.
Benito girou a chave e saímos, essa noite nos aguardava e eu aguardava Mônica.
sábado, 14 de novembro de 2009
2. A Mùsica.
Como todo dia de semana, acordei cedo e fui à escola. No caminho, dentro do carro eu estava ansioso para chegar, não para estudar, mas sim para ver minha garota. Não deu nem 5 minutos e eu já estava na escola. Entrei e me dirigi até a sala de aula. Quando entrei na sala foi uma decepção, ela não estava lá, só havia umas meninas cochichando e uns amigos meus conversando e se gabando de quem “catou” mais na festa que antecedeu o dia de hoje.
Sentei na minha carteira, abaixei a cabeça e por um momento fingi estar dormindo, mas para que não me notassem ali. Levantei minha cabeça na esperança de ela já ter chegado, mas não foi o que aconteceu. Peguei meu Ipod e comecei a ouvir umas musicas boas, se passaram uma, duas, três musicas e ela não entrava. Foi quando começou a tocar Maroon 5 , eu nem li o nome da musica, eu nem parei para entender o que a letra dizia. E foi nesse momento que ela entrou na classe e se sentou em sua carteira. Ela estava linda. Até de uniforme aquela garota é linda. A musica entrou em sintonia com meu coração, o coração batia como um instrumento daquela melodia e sem perder o ritmo e sempre afinado. Foi quando me lembrei e olhei na telinha do Ipod o nome da musica – “She will be loved”. Como uma musica de 4 minutos e 18 segundos de duração pode marcar uma vida toda? Pois então, essa musica começou a fazer diferença na minha vida e bastou escutá-la naquele dia para descobrir qual seria minha canção favorita.
Minha garota estava linda demais, isso me recordou a noite em que a vi, ah sim! A noite em que descobri a mulher nessa menina, a noite em que encontrei a garota mais bela de todas e a única que me fazia respirar com certa dificuldade ao conversarmos.
Ela se virou e começou a conversar com as meninas que quando cheguei estavam cochichando, eu me senti excluído apesar de ela não falar muito comigo. Foi quando um dos meus amigos colocou a mão em meu ombro e disse: - Acho que você esta apaixonado, meu amigo. E ainda por uma garota complicada.- Eu não sabia de que forma ele percebeu minha atração por ela, mas não hesitei em perguntar: - Por que me diz isso, Renato? – Ele apenas deu um sorriso e me respondeu com a maior tranqüilidade e convicção de suas palavras: - Apenas reparei que ela esta em seu olhar o tempo todo.
Renato se virou e andou até sua carteira. Depois disso me veio à cabeça a noite e uma pergunta. Será que isso que eu estava sentindo, é estar apaixonado?
O sinal tocou e mais um dia de aulas de Química e Biologia iria começar.
Como todo dia de semana, acordei cedo e fui à escola. No caminho, dentro do carro eu estava ansioso para chegar, não para estudar, mas sim para ver minha garota. Não deu nem 5 minutos e eu já estava na escola. Entrei e me dirigi até a sala de aula. Quando entrei na sala foi uma decepção, ela não estava lá, só havia umas meninas cochichando e uns amigos meus conversando e se gabando de quem “catou” mais na festa que antecedeu o dia de hoje.
Sentei na minha carteira, abaixei a cabeça e por um momento fingi estar dormindo, mas para que não me notassem ali. Levantei minha cabeça na esperança de ela já ter chegado, mas não foi o que aconteceu. Peguei meu Ipod e comecei a ouvir umas musicas boas, se passaram uma, duas, três musicas e ela não entrava. Foi quando começou a tocar Maroon 5 , eu nem li o nome da musica, eu nem parei para entender o que a letra dizia. E foi nesse momento que ela entrou na classe e se sentou em sua carteira. Ela estava linda. Até de uniforme aquela garota é linda. A musica entrou em sintonia com meu coração, o coração batia como um instrumento daquela melodia e sem perder o ritmo e sempre afinado. Foi quando me lembrei e olhei na telinha do Ipod o nome da musica – “She will be loved”. Como uma musica de 4 minutos e 18 segundos de duração pode marcar uma vida toda? Pois então, essa musica começou a fazer diferença na minha vida e bastou escutá-la naquele dia para descobrir qual seria minha canção favorita.
Minha garota estava linda demais, isso me recordou a noite em que a vi, ah sim! A noite em que descobri a mulher nessa menina, a noite em que encontrei a garota mais bela de todas e a única que me fazia respirar com certa dificuldade ao conversarmos.
Ela se virou e começou a conversar com as meninas que quando cheguei estavam cochichando, eu me senti excluído apesar de ela não falar muito comigo. Foi quando um dos meus amigos colocou a mão em meu ombro e disse: - Acho que você esta apaixonado, meu amigo. E ainda por uma garota complicada.- Eu não sabia de que forma ele percebeu minha atração por ela, mas não hesitei em perguntar: - Por que me diz isso, Renato? – Ele apenas deu um sorriso e me respondeu com a maior tranqüilidade e convicção de suas palavras: - Apenas reparei que ela esta em seu olhar o tempo todo.
Renato se virou e andou até sua carteira. Depois disso me veio à cabeça a noite e uma pergunta. Será que isso que eu estava sentindo, é estar apaixonado?
O sinal tocou e mais um dia de aulas de Química e Biologia iria começar.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
1. A Noite.
Naquela noite eu a vi, ela estava linda. Eu não sabia nem o que dizer, só sabia que eu estava ao lado de uma mulher de verdade, meu coração disparou, minhas pernas começaram a tremer, minha fala saiu gaguejada,meus olhos se arregalaram e te mediram, descobri naquela noite a mulher que tanto procurei, uma mulher de verdade.
Uma mulher, corpo de mulher, jeito de mulher, roupa de mulher, mas com um olhar de menina, seu jeito de menina.
O perfume que ela usava entrava em minhas narinas e fazia com que meu desejo de abraçá-la só aumentasse, eu queria tocá-la, queria senti-la , queria apertá-la, queria por fim beijá-la.Mas nada disso eu pude fazer, tinha que me contentar em fitá-la e com ela conversar.
Não sei como depois de tanto tempo, só agora pude perceber a mulher que ela é, demorei demais para entender que ela é tudo o que eu sempre quis.
Mas eu já disse como ela estava linda? Não. Então, ela estava a mulher mais bonita do mundo, a única que me atraia a atenção, e olha que lá também estava cheio de garotas e mulheres bonitas, mas só ela me encantava, me fazia perder o rumo, me fazia não ouvir a música , me fazia não perceber os outros ao redor, me fazia perder os sentidos. Como uma pessoa pode fazer isso com outra? Uma pessoa não, para mim ela é A pessoa, é A mulher, é A minha deusa.
Eu estava encantado com ela, não via o tempo passar, não ouvia os outros falarem comigo, só tinha atenção a ela, Me perdia em seu corpo, em sua roupa, me encantava com seu rosto. Ah, e ainda como bom apreciador das roupas femininas, não pude deixar de notar a dela nem por um segundo, uma roupa de mulher que vestia um corpo de mulher, mas esse corpo e essa roupa estavam em uma garota ainda; e aquele salto alto hein? A deixava ainda mais perfeita, ainda mais linda e mexia ainda mais comigo.
E foi a partir desse dia que ela se tornou a minha meta, a minha razão; tudo o que tinha antes apenas sumiu e ela entrou no lugar, veio como o encaixe perfeito, como a peça que faltava. E agora toda vez que eu a vejo eu sinto a mesma coisa que senti no dia em que descobri a mulher que havia dentro dessa garota. O fogo que se acendeu não será apagado, o capitulo que se fez não será esquecido, a estrutura que se construiu não será quebrada.
Eu apenas sei dizer que por ela, sinto algo, ela mexe comigo de tal forma que perco os sentidos e se tornou a melhor parte de mim. E apenas sei dizer também que ela estava linda, e para mim sempre será e estará linda. Acho que descobri o que realmente é encontrar a pessoa que faltava em minha vida.
Naquela noite eu a vi, ela estava linda. Eu não sabia nem o que dizer, só sabia que eu estava ao lado de uma mulher de verdade, meu coração disparou, minhas pernas começaram a tremer, minha fala saiu gaguejada,meus olhos se arregalaram e te mediram, descobri naquela noite a mulher que tanto procurei, uma mulher de verdade.
Uma mulher, corpo de mulher, jeito de mulher, roupa de mulher, mas com um olhar de menina, seu jeito de menina.
O perfume que ela usava entrava em minhas narinas e fazia com que meu desejo de abraçá-la só aumentasse, eu queria tocá-la, queria senti-la , queria apertá-la, queria por fim beijá-la.Mas nada disso eu pude fazer, tinha que me contentar em fitá-la e com ela conversar.
Não sei como depois de tanto tempo, só agora pude perceber a mulher que ela é, demorei demais para entender que ela é tudo o que eu sempre quis.
Mas eu já disse como ela estava linda? Não. Então, ela estava a mulher mais bonita do mundo, a única que me atraia a atenção, e olha que lá também estava cheio de garotas e mulheres bonitas, mas só ela me encantava, me fazia perder o rumo, me fazia não ouvir a música , me fazia não perceber os outros ao redor, me fazia perder os sentidos. Como uma pessoa pode fazer isso com outra? Uma pessoa não, para mim ela é A pessoa, é A mulher, é A minha deusa.
Eu estava encantado com ela, não via o tempo passar, não ouvia os outros falarem comigo, só tinha atenção a ela, Me perdia em seu corpo, em sua roupa, me encantava com seu rosto. Ah, e ainda como bom apreciador das roupas femininas, não pude deixar de notar a dela nem por um segundo, uma roupa de mulher que vestia um corpo de mulher, mas esse corpo e essa roupa estavam em uma garota ainda; e aquele salto alto hein? A deixava ainda mais perfeita, ainda mais linda e mexia ainda mais comigo.
E foi a partir desse dia que ela se tornou a minha meta, a minha razão; tudo o que tinha antes apenas sumiu e ela entrou no lugar, veio como o encaixe perfeito, como a peça que faltava. E agora toda vez que eu a vejo eu sinto a mesma coisa que senti no dia em que descobri a mulher que havia dentro dessa garota. O fogo que se acendeu não será apagado, o capitulo que se fez não será esquecido, a estrutura que se construiu não será quebrada.
Eu apenas sei dizer que por ela, sinto algo, ela mexe comigo de tal forma que perco os sentidos e se tornou a melhor parte de mim. E apenas sei dizer também que ela estava linda, e para mim sempre será e estará linda. Acho que descobri o que realmente é encontrar a pessoa que faltava em minha vida.
Pontes Indestrutíveis
Em nossas vidas é comum aparecerem pessoas diariamente e de alguma forma elas se relacionarem com nós. Mas poucas delas realmente fazem importância para nós, e dessas poucas, metade delas ou até menos da metade vão ser essências em nossas vidas.
Já teve aquela sensação ao conhecer alguma pessoa de que ela será importante para você, que ela fará parte de sua vida, de sua história? Todos nós de alguma forma já sentimos ou vamos sentir isso algum dia. O tempo, a convivência, talvez até um sexto sentido nos mostra quem é especial, quem são as pessoas que são o encaixe perfeito na sua existência, quais são as que construirão pontes indestrutíveis ligando a vida delas à sua.
O homem por mais que a vida lhe dê sinais, avisos, até decepções, ele ainda insiste em dar valor aos errados e não dar a devida atenção aos certos. Os errados não são pessoas ruins, mas são aqueles que não farão uma importância real em sua vida. Os certo sim, eles sempre estão ao teu lado, sempre lutam por você, fazem loucuras apenas pelo prazer de ter ver sorrindo, confiam em você, acreditam em você, ficam ao teu lado mesmo você não estando com a razão, se entregam de alma a você; e muitas vezes deixamos de agradecê-los pelo simples fato de estarmos muito preocupados querendo a atenção de quem não merece.
Mas apesar de “certo” dar uma idéia positiva, esse não é o nome correto para tal. Destes ”certos”, existem amigos, família e quem quer ser apenas seu no amor e na vida. Essas sim são pessoas “certas”, são as que te amam e que incondicionalmente te desejam o melhor.
“Errados” são os colegas, os “conhecidos”, as decepções, os desconhecidos.
Procure olhar ao seu redor e enxergar com verdade quem realmente se importa com você. Quem é essencial para você e vice e versa não te abandonará, te corrigirá, te dará atenção, fará você fazer o certo, te dará apoio, consolo, carinho e um ombro pra chorar.
A vida é um esboço, e essas pessoas estão nele, é só passar a limpo elas para que continuem lá e façam da sua vida uma obra-prima.
As pontes indestrutíveis mesmo com tanta força, solidez e proteção, são frágeis, precisam de cuidados e atenção. Você é o único que pode fazer uma ponte indestrutível se destruir, se acabar rapidamente, mas sempre saiba que aquela ponte além de sua também era de alguém.
Em nossas vidas é comum aparecerem pessoas diariamente e de alguma forma elas se relacionarem com nós. Mas poucas delas realmente fazem importância para nós, e dessas poucas, metade delas ou até menos da metade vão ser essências em nossas vidas.
Já teve aquela sensação ao conhecer alguma pessoa de que ela será importante para você, que ela fará parte de sua vida, de sua história? Todos nós de alguma forma já sentimos ou vamos sentir isso algum dia. O tempo, a convivência, talvez até um sexto sentido nos mostra quem é especial, quem são as pessoas que são o encaixe perfeito na sua existência, quais são as que construirão pontes indestrutíveis ligando a vida delas à sua.
O homem por mais que a vida lhe dê sinais, avisos, até decepções, ele ainda insiste em dar valor aos errados e não dar a devida atenção aos certos. Os errados não são pessoas ruins, mas são aqueles que não farão uma importância real em sua vida. Os certo sim, eles sempre estão ao teu lado, sempre lutam por você, fazem loucuras apenas pelo prazer de ter ver sorrindo, confiam em você, acreditam em você, ficam ao teu lado mesmo você não estando com a razão, se entregam de alma a você; e muitas vezes deixamos de agradecê-los pelo simples fato de estarmos muito preocupados querendo a atenção de quem não merece.
Mas apesar de “certo” dar uma idéia positiva, esse não é o nome correto para tal. Destes ”certos”, existem amigos, família e quem quer ser apenas seu no amor e na vida. Essas sim são pessoas “certas”, são as que te amam e que incondicionalmente te desejam o melhor.
“Errados” são os colegas, os “conhecidos”, as decepções, os desconhecidos.
Procure olhar ao seu redor e enxergar com verdade quem realmente se importa com você. Quem é essencial para você e vice e versa não te abandonará, te corrigirá, te dará atenção, fará você fazer o certo, te dará apoio, consolo, carinho e um ombro pra chorar.
A vida é um esboço, e essas pessoas estão nele, é só passar a limpo elas para que continuem lá e façam da sua vida uma obra-prima.
As pontes indestrutíveis mesmo com tanta força, solidez e proteção, são frágeis, precisam de cuidados e atenção. Você é o único que pode fazer uma ponte indestrutível se destruir, se acabar rapidamente, mas sempre saiba que aquela ponte além de sua também era de alguém.
Tempo de Mudanças
Sabe quando o mundo muda de um dia para o outro, você muda, as pessoas mudam e nada parece estar no lugar de antes? Isso acontece constantemente nas vidas, mas sempre erramos ou não sabemos o que fazer diante de desafios como estes.
Para não ser diferente de ninguém isso também acontece comigo, com minha cabeça, com meu coração, com minhas crenças. Crenças? São coisas que nós acreditamos, mas que só existem no pensamento, o mundo corre lá fora enquanto seu pensamento corre dentro de você, mas o que realmente você vai levar da vida é o mundo que você vive de verdade e não um mundo de fantasias e desejos dos quais não conseguimos nos livrar com facilidade.
Bom, mas voltando ao fato de mudanças acontecerem em nossas vidas, já reparou que elas chegam e no primeiro momento parecem ser boas e parece que tudo vai se ajeitar, mas com o passar do tempo você acaba descobrindo uma confusão que elas fazem em sua mente e te deixam louco, sem uma boa noite de sono, sem uma esperança de resposta ao acordar ou pelo menos ao se deparar com os primeiros raios de sol que chegam à sua janela? Então, isso é o que acontece quando se tem uma mudança.
Com elas dúvidas também chegam. Já notou que às vezes suspeitamos ou até ficamos com a certeza do que as pessoas realmente sentem por você? Em um primeiro momento você imagina que é amor, atração, um certo desejo ou vontade de ter. Depois vem a duvida por parte sua de que aquilo que está acontecendo pode apenas ser um delírio ou apenas a manifestação do que você realmente quer que aconteça. Logo após vem o descontentamento da situação, vem porque você começa a ver coisas demais, às vezes até coisas que não são verdade, mas que ficam tão claras em sua cabeça que você acredita com todas suas forças naquilo, daí vem a questão das crenças.
Você acaba cobrando demais dos outros, fica insatisfeito com o que acontece e quer mais e cada vez mais. Você acaba colocando muitos créditos em pessoas que não merecem ou que não tem o mesmo interesse na relação. Relação é no sentido geral, de amor, amizade, profissional, ódio... . Você quer amor ou quer descobri-lo e o outro quer amizade ou não quer nem isso.Você quer ódio e o outro quer paz. Você quer amizade e o outro te ama mais que um amigo.
Amor? Existe? Não tem, nunca teve e nunca terá um significado para uma palavra tão fácil de dizer, mas tão difícil de ser dita com verdade. Uma palavra de 4 letras, mas que é tão complexa no significado que ninguém consegue classificá-la. Amor, para mim é diferente o conceito em comparação com o conceito que outra pessoa tem sobre ele.
Para mim significa poder contar com ajuda, ser fiel, se sentir bem ao lado da pessoa escolhida, poder ajudá-la, ser companheiro, ser confidente, trocar carícias, compartilhar problemas e alegrias, poder ter um motivo para preocupação, caminhar de mãos dadas pela estrada que a vida representa. Dois conceitos iguais, duas formas iguais de achar a felicidade, duas vidas diferentes; isso sim forma o amor verdadeiro. Lembre-se que o que é amor para mim ou para você, ás vezes não é amor para aquela pessoa que você colocou tantos créditos, fez tantos planos em sua cabeça para o futuro, deixou de viver o mundo verdadeiro para viver um mundo irreal só para planejar esse momento que talvez nunca ocorra. Amor só é amor quando duas pessoas têm o mesmo conceito sobre essa palavra e se encontram e conseguem se identificar de um modo sem explicação que cada significado que você atribui ao amor se torna claro. Ocorre de a pessoa amar sozinha, mas isso seria realmente amor? Nunca se sabe, como já dito, amor não tem significado.
E amizade? Amizade é o amor sem as carícias. E ódio? É uma forma de manifestar a impossibilidade de se relacionar bem com certa pessoa.
As mudanças só vêm para confundir as coisas, para mudar tudo o que você imaginava ter, ser ou existir, mas que no final você vai ver que tudo se ajeitou, tudo encontrou seu novo lugar, tudo encontrou sua melhor forma. Mas elas deixam muitas feridas, muita dúvidas do tipo: e se eu tivesse feito dessa forma? E se eu tivesse retribuído o amor que aquela pessoa tem ou teve por mim? E se eu não tivesse deixado de falar algo? E se eu tivesse que ter falado algo?
A vida é cheia dessas duvidas, mas não seria vida se as não tivessem. Mas lembre-se que a vida é apenas um esboço, você pode segui-lo, mas também pode modificá-lo.
Você pode modificar seu esboço de vida e o esboço de vida de varias pessoas, só depende de você.
Você sempre vai saber o que é certo, qual pessoa vai lhe proporcionar felicidade ou qual vai lhe proporcionar dor de cabeça, basta não só usar o coração, mas também a cabeça, basta encarar cada mudança como desafio simples, como um jogo de sim ou não, de 1 ou 2, de certo ou errado. Só que cada resposta é uma influencia em sua vida, cada resposta mudará para melhor ou para pior seu esboço de vida.
É só saber que decisões tomar e quais pessoas se criarem vínculos de amizade, de companheirismo ou amorosos. E nada é tarde para se consertar, medo de arriscar é perda de tempo, pois a vida passa e o que você leva dela é apenas o que você viveu.
Sabe quando o mundo muda de um dia para o outro, você muda, as pessoas mudam e nada parece estar no lugar de antes? Isso acontece constantemente nas vidas, mas sempre erramos ou não sabemos o que fazer diante de desafios como estes.
Para não ser diferente de ninguém isso também acontece comigo, com minha cabeça, com meu coração, com minhas crenças. Crenças? São coisas que nós acreditamos, mas que só existem no pensamento, o mundo corre lá fora enquanto seu pensamento corre dentro de você, mas o que realmente você vai levar da vida é o mundo que você vive de verdade e não um mundo de fantasias e desejos dos quais não conseguimos nos livrar com facilidade.
Bom, mas voltando ao fato de mudanças acontecerem em nossas vidas, já reparou que elas chegam e no primeiro momento parecem ser boas e parece que tudo vai se ajeitar, mas com o passar do tempo você acaba descobrindo uma confusão que elas fazem em sua mente e te deixam louco, sem uma boa noite de sono, sem uma esperança de resposta ao acordar ou pelo menos ao se deparar com os primeiros raios de sol que chegam à sua janela? Então, isso é o que acontece quando se tem uma mudança.
Com elas dúvidas também chegam. Já notou que às vezes suspeitamos ou até ficamos com a certeza do que as pessoas realmente sentem por você? Em um primeiro momento você imagina que é amor, atração, um certo desejo ou vontade de ter. Depois vem a duvida por parte sua de que aquilo que está acontecendo pode apenas ser um delírio ou apenas a manifestação do que você realmente quer que aconteça. Logo após vem o descontentamento da situação, vem porque você começa a ver coisas demais, às vezes até coisas que não são verdade, mas que ficam tão claras em sua cabeça que você acredita com todas suas forças naquilo, daí vem a questão das crenças.
Você acaba cobrando demais dos outros, fica insatisfeito com o que acontece e quer mais e cada vez mais. Você acaba colocando muitos créditos em pessoas que não merecem ou que não tem o mesmo interesse na relação. Relação é no sentido geral, de amor, amizade, profissional, ódio... . Você quer amor ou quer descobri-lo e o outro quer amizade ou não quer nem isso.Você quer ódio e o outro quer paz. Você quer amizade e o outro te ama mais que um amigo.
Amor? Existe? Não tem, nunca teve e nunca terá um significado para uma palavra tão fácil de dizer, mas tão difícil de ser dita com verdade. Uma palavra de 4 letras, mas que é tão complexa no significado que ninguém consegue classificá-la. Amor, para mim é diferente o conceito em comparação com o conceito que outra pessoa tem sobre ele.
Para mim significa poder contar com ajuda, ser fiel, se sentir bem ao lado da pessoa escolhida, poder ajudá-la, ser companheiro, ser confidente, trocar carícias, compartilhar problemas e alegrias, poder ter um motivo para preocupação, caminhar de mãos dadas pela estrada que a vida representa. Dois conceitos iguais, duas formas iguais de achar a felicidade, duas vidas diferentes; isso sim forma o amor verdadeiro. Lembre-se que o que é amor para mim ou para você, ás vezes não é amor para aquela pessoa que você colocou tantos créditos, fez tantos planos em sua cabeça para o futuro, deixou de viver o mundo verdadeiro para viver um mundo irreal só para planejar esse momento que talvez nunca ocorra. Amor só é amor quando duas pessoas têm o mesmo conceito sobre essa palavra e se encontram e conseguem se identificar de um modo sem explicação que cada significado que você atribui ao amor se torna claro. Ocorre de a pessoa amar sozinha, mas isso seria realmente amor? Nunca se sabe, como já dito, amor não tem significado.
E amizade? Amizade é o amor sem as carícias. E ódio? É uma forma de manifestar a impossibilidade de se relacionar bem com certa pessoa.
As mudanças só vêm para confundir as coisas, para mudar tudo o que você imaginava ter, ser ou existir, mas que no final você vai ver que tudo se ajeitou, tudo encontrou seu novo lugar, tudo encontrou sua melhor forma. Mas elas deixam muitas feridas, muita dúvidas do tipo: e se eu tivesse feito dessa forma? E se eu tivesse retribuído o amor que aquela pessoa tem ou teve por mim? E se eu não tivesse deixado de falar algo? E se eu tivesse que ter falado algo?
A vida é cheia dessas duvidas, mas não seria vida se as não tivessem. Mas lembre-se que a vida é apenas um esboço, você pode segui-lo, mas também pode modificá-lo.
Você pode modificar seu esboço de vida e o esboço de vida de varias pessoas, só depende de você.
Você sempre vai saber o que é certo, qual pessoa vai lhe proporcionar felicidade ou qual vai lhe proporcionar dor de cabeça, basta não só usar o coração, mas também a cabeça, basta encarar cada mudança como desafio simples, como um jogo de sim ou não, de 1 ou 2, de certo ou errado. Só que cada resposta é uma influencia em sua vida, cada resposta mudará para melhor ou para pior seu esboço de vida.
É só saber que decisões tomar e quais pessoas se criarem vínculos de amizade, de companheirismo ou amorosos. E nada é tarde para se consertar, medo de arriscar é perda de tempo, pois a vida passa e o que você leva dela é apenas o que você viveu.
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