sábado, 28 de novembro de 2009

7. Talvez além do horizonte.

Acordei, eram 10h25min da manhã, fui até a cozinha tomar café. Chegando lá meus 2 primos e meus 2 irmãos estavam tomando café. Perguntei: - Cadê a mamãe?- .Toni respondeu: -Ela saiu com o pai , o vô e a vó. E só vão voltar a noite-. Dei um suspiro de alivio, pois não teria que ouvir o dia inteiro sobre o que aprontei ontem. Peguei o pão e comecei a cortá-lo, todos nós ficamos em silêncio, até ser cortado por Adriano: - Andreas, todos nós já estamos sabendo o que aconteceu ontem e sabemos que você tem a razão. Antes que nos pergunte como ficamos sabendo eu já dou a resposta, a escola inteira já esta sabendo e comentando, e sabe como as noticias correm rápido, né? Só quero lhe dizer que nós, aqui ,conversamos e decidimos que se você precisar, a gente te ajuda a ferrar com o Nando. É só nos dar um toque-. Fiquei olhando para o pão e depois de alguns segundos respondi: - Não, não vamos precisar de nada disso, eu não pretendo mais arranjar confusão com ele-. Todos abaixaram a cabeça e fizeram gestos de que estavam de acordo com o dito.
Após tomar o café, subi para meu quarto e sentei na cadeira da escrivaninha, comecei a viajar nos pensamentos. Eu estava confuso sobre a influência que o sangue fazia em mim, sobre o quão ele era favorável e o quão ele era desprezível. Estava confuso sim, e muito. Aliás, minha vida era uma confusão, nada estava no lugar, nada mesmo. E Mônica que veio para embaralhar mais ainda minha vida. E agora? Cheguei a pedir uma resposta a Deus e aos santos, mesmo não sendo religioso. Eu estava perdido.
Caminhei de um lado ao outro pelo quarto sem obter nenhuma resposta que acalmasse meus ânimos. Fechei meus olhos e os apertei bem, a impaciência tomava conta de mim.
Nada me dava sossego, peguei minha toalha e entrei no banho. Fiquei por lá mais de meia hora só deixando a água levar meus problemas e dúvidas pelo ralo, mas isso nunca iria acontecer.
Benito entrou em meu quarto e gritou: - Andreas, vamos dar uma volta. Você vem junto?-. Sem hesitar logo respondi: - Claro! Só espere eu terminar de me arrumar-. Sai do banho e me troquei rapidamente, eu sabia que ficar em casa só pensando, não iria resolver nada, então decidi sair e me distrair um pouco. Benito, Toni, Adriano e meu outro primo que se chama Francesco já estavam no carro. Entrei no carro e fiz um sim com a cabeça, saímos. Não sei para onde íamos, talvez um lugar inédito para nós, talvez um lugar já conhecido, mas o que importava é que eu iria esquecer por alguns momentos todas as perguntas intrigantes para mim e talvez eu esquecesse Mônica por breves momentos. Acho difícil, mas quem sabe? E o carro sumia no horizonte.

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